terça-feira, 15 de agosto de 2017

Minha amiga tem nome de país

Fernandinho era um menino de 8 anos. Sapeca que só, daqueles que só anda machucado das peripécias que faz. Sua melhor amiga era França de 7. Ganhou esse nome pois foi o país que seus pais passaram a lua de mel e que ela foi imaginada.

Ambos só andavam juntos, dividiam o lanche, seus pais sempre os levavam juntos ao cinema, discutiam qual era o melhor dos padrinhos mágicos e pq adultos brigavam tanto.

Certa vez Fernandinho pediu pra França a enciclopédia da Hora da Aventura emprestado. Um grande pedido! Era o preferido dela, como abdicar de alto tão importante? Meio relutante ela o emprestou.

No caminho de casa naquele sábado chuvoso, nosso bravo jovem, entretido com as brincadeiras de rua, deixou o livro em cima do muro da dona Maura, a chuva aumentou molhando o livro. Que azar! O que falar pra sua melhor amiga?

França ficou bastante chateada, a amizade dos pequenos parecia abalada ali, pra ela o livro dado por seu falecido vô Eduardo era sua memória mais viva do velhinho que ela teve mais contato na sua breve vida.

Sentindo-se culpado, Fernandinho fez de tudo para conseguir reaver o livro que tanto era importante pra sua amiga. Procurou fazer todas as lições de casa, escovava os dentes 3 vezes ao dia, não fazia mais birra pra tomar banho, tudo no intuito de ser um filho melhor e com isso sensibilizar seus pais a ajudá-lo.

Tanta vontade de mudar sensibilizou seus pais, que sabendo da amizade dos dois e do acontecimento, compraram um novo livro, esse de edição especial, melhor que o que foi perdido na chuva. A data de entrega foi marcada pro niver de 10 anos de França da casa de festa Sol de Girassol.

Animado, Fernandinho se arrumou, embrulhou eles mesmo o livro para tentar reaver a confiança de sua amiguinha. Porém, ao chegar na festa, entregar o livro, seu pedido de desculpas e as mudanças que o fizeram ser mais responsável, França não deu muita bola, haja visto estava brincando com Lucas, menino da mesma sala dos dois.

Por mais que ela sentisse saudade da amizade de Fernandinho, ela não poderia dar o braço a torcer. "Quem ele pensa que é? Perdeu meu livro e agora vem querer me dar outro?"

Fernandinho, triste, começou a pensar pq diabos não foi mais responsável no dia da chuva. França estava irredutível.

Nosso amigo, mesmo sabendo do erro que cometeu, não entendeu o pq do não perdão. Seus pais sábios que só lhes disseram: saber reconhecer erros é uma das coisas mais bonitas que um serzinho como vc pode aprender. Uma pena que ela não lhe perdoou. O não perdão é como uma pedra amarrada na perna.

Um comentário:

Anônimo disse...

Que história interessante...
Penso que ele fez a parte dele em pedir perdão, se ela não perdoou o prejuízo foi dela. Parabéns (não sei se você que criou a história) rsrs
Achei seu blog por acaso e gostei, estou te seguindo aqui.
Se quiser conhecer o meu fique a vontade:

minhaliteraturinha.blogspot.com.br

bjs Larissa ótimo fds!