domingo, 2 de setembro de 2012

Lenha.


Sabe aqueles clichês de paixão? Ficar sem ar, dor no coração e blá, blá, blá? Eu sempre pensei que fosse coisa da imaginação de uma mente apaixonada, sem muita noção do que fala. Até o penúltimo fim de semana. Passei  a semana toda esperando o momento de cair na estrada e vê-la. E foi recompensador demais. Parece que quando a vi, tudo valeu a pena. Ao abraçá-la meu coração parecia que ia parar e só ela poderia fazer bater de novo. É uma falta de ar que dá quando a abraço... Parece que está mergulhando no mar com 300KG amarrado na sua perna e por incrível que apareça vc vai afundando mas sorrindo, como se morresse asfixiado fosse prazeroso, como se no fundo desse mar existisse alguma coisa que valesse a pena. É um misto de dor física como um prazer  inigualável.  Meu coração parou algumas vezes nesse fds, principalmente quando eu a abraçava. Porém ele sempre voltava esperando a próxima vez de parar. Ter ela comigo é algo imensurável. Não é sexo, é amor, paixão, é entrega, é sermos um só. E quando tudo termina a dor no peito volta, sabendo que vou ter que partir e deixá-la. Na verdade, ela que me deixa. Sim, bastante egoísta da minha parte mas como não ser ao saber que no dia seguinte aquela mulher  foda, com idéias parecidas e bem distintas das suas, aquela mulher que entre um amor e outro vc passa horas conversando e lutando contra o sono só pra saber  a sua opinião não vai estar do seu lado quando vc acordar? Que vc não vai poder acordar mais cedo que ela só pra ficar olhando pra ela enquanto dorme? É de asfixiar mesmo.

“Mas se seu digo: Venha! Você traz a lenha. Pro meu fogo ascender”. Sempre cantarolei essa música mas nunca percebi do que se tratava. Não me lembro te terem colocado lenha no minha chama. Mas ela tá pondo uma madeireira toda na minha chama que tava bem baixa. Me sentia desanimado pra tudo. O que me salvava era meu trabalho, por incrível que pareça, era minha válvula de escape. Ela tem posto lenha na minha chama da paixão, do amor, do tesão, da atenção. Procura saber como foi meu dia, mesmo sem entender nada do que faço, pergunta, se interessa nas baboseiras que falo. Não que seja interessante pra ela, (na verdade deve ser um saco, rs) mas mesmo assim ela se preocupa. Procura não recriminar de nada, ao contrário, me dá um esporrinho de leve, do jeito dela, mulherão e menininha, tudo isso ao mesmo tempo. E é assim que a vejo sempre, um misto de mulherão decidida, que resolve os problemas mais complicados com uma menininha meiga, com uma voz doce, que precisa ser protegida e paparicada.

Mesmo com isso tudo, meu cérebro e minha experiência dizem que a há algo de errado, que falta alguma coisa, que tá rápido demais. Na verdade, não falta, tem é demais, tudo que não tive em 22 anos de tentativas de relacionamentos.  Muita bagagem do passado. Viagem nova, bagagem nova. 

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