domingo, 2 de novembro de 2008

De Leve - Essa é pros amigos.


Minha camisa bolado do Quinto Andar mané! Por falar em Quinto Andar, tava com essa música na cabeça um bom tempo. Ela tá me perseguindo. Vivo pensando nela, cantando e escrevendo ela. A parte em negrito é que mais se parece comigo.



Essa é pros amigos/ que tão junto comigo/ aqui/ com ou sem
dinheiro já que é de graça comer caqui/ não preciso de tênis,/
não tenho o maior pênis,/ nem quero com fama eu também como a
Luciana Gimenez/ não uso Nike no pé/ na camiso ou no boné/ sem
Calvin Klein na cueca, nego me acha mané/ sem meia d'Adidas, sem
camisa da Tommy/ sem bermuda da Champion, as interesseiras somem/
sem som do Timbaland no fone,/ sem Timberland, sem telefone/
celular, só as de celulite dizem qual seu nome/ sem carro, só de
long/ só de totó e ping-pong/ nego do rap me acha play e cresce
igual King Kong/ odeio marca/ e trânsito, ando de barca/ zuar
clichê dá certo, marca/ a maioria embarca/ não sei pra quê ser
ricão/ e ter que ficar com bicão/ mais três negão/ igual a Xuxa
pra ter proteção/ já eu não/ to de sandália/ só o meio o fio
atrapalha/ e o diskman quando o fio escangalha/ no Rio encalha/
quem tenta fazer som maneiro/ ainda mais eu que pouco bebo/ e se
elas pedem nunca tenho isqueiro/ é assim que funciona/ quando se
relaciona/ dando dinheiro/ de volta pra casa ela exige e
pressiona/ tanto que vira costume igual/ eu com o comentário
sobre o som que ouço e o volume dizem que arde igual/ pedra ume
na afta/ dizem que é desigual/ igual nafta/ mas nem é quando o
sentido real/ se capta/ roupa não te faz melhor, cê só se
adapta/ lendo 1 livro por mês sua inteligência ninguém rapta/
mas ninguém tá afim, cansa/ é melhor ligar a tv/ faz igual a
mim, descansa/ seu futuro dá pra prever/ sábado a noite no
quarto pá vê cine privê/ pavê na mão/ classificado no chão, como
michê/

Essa é pros amigos

Essa é pros amigos/ que tão junto comigo/ aqui/ sem Cherokee/ já
que/ eu não sou a Kelly Key/ e ninguém baba/ vêem meu 1,70 e
acaba/ a curiosidade de diferenciar uva de jabuticaba/ nego do
rap luta pra ser um melhor que o outro/ na neurose, ao invés de
tomar pinga e manda um boto/ não alimento o ego/ andando com um
monte de prego/ que trata como ídolo, sei que não sou/ então/ eu
nego/ qualquer participação/ em clip sem cantar no som/ pra sua
irmã ver mais de uma vez e de repente até achar bom/ nego se
acha gênio/ quando rima e rouba um loop legal roubam é meu
oxigênio/ quando ouço isso,/ rio e passo mal,/ eu sou escroto
assumido/ o cúmulo de tudo reunido/ trazendo ao ouvido o
proibido/ e nego fica ofendido/ proposital/ do bumbo à caixa ao
ximbau/ sem jazz pra não ser igual/ ao underground nacional/
música é diversão/ zuação/ subversão/ ninguém põe a mão/ pra
tocar em estação/ em outra versão/ nenhuma rádio quis antes/ fez
igual foto na estante/ pra enfeitar no instante que alguém
perguntar pelo meliante/ já acreditei em neguinho/ já me fizeram
de trouxa/, já tratei com carinho/ e saí com a cara roxa/ hoje
chego de mansinho/ até pra pegar nas coxa/ amigo eu tenho
poquinho/ mas os que tem são... Poxa.../ nego manda bem a vera/
gostam quando falo bem a vera/ mas ninguém espera/ que eu
sacaneie/ quem fez algo comigo/ já que eu ainda aperto a mão
dele/ e acha que sou seu amigo,/ mas...

Essa é pros amigos




Como mulher é complicada, pede mais atenção mas me deixa mofando um dia inteiro em casa.

Carnaval é nós de carteira! Só falta o carro... rs

Um comentário:

Anônimo disse...

OBRIGADO por andar lendo meu blog.

Pustulenta